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Câncer de pele

O que é câncer de pele?

Câncer da pele é o crescimento anormal e descontrolado das células da pele. Qualquer célula que compõe a pele pode originar um câncer, logo existem diversos tipos de câncer de pele.
O câncer de pele é o câncer mais comum do ser humano, responsável por 1/3 de todos os casos de câncer do mundo. Entretanto, apesar das altas taxas de incidência, observamos elevados índices de cura, principalmente devido ao diagnóstico precoce.

Quais os tipos de câncer de pele? 

Didaticamente é possível dividir o câncer de pele em 2 grupos: melanoma e câncer de pele não melanoma (CPNM).


Câncer de pele não melanomas:

  O CPNM engloba diversos tipos de câncer, os dois mais comuns são o carcinoma basocelular  (CBC) e carcinoma espinocelular
 (CEC). O último é originário dos queratinócitos da pele, principal célula da epiderme (porção superficial da pele), Na epiderme existem camadas diferentes, sendo que o carcinoma espinocelular é originário da camada espinhosa (por isso espinocelular).  Já o carcinoma basocelular tem este nome porque acreditava-se que seria originário dos queratinócitos da camada basal da epiderme. Contudo, sabe-se hoje que o carcinoma basocelular é originário das células do folículo piloso. Portanto, áreas do corpo com grande quantidade de folículos pilosos como o nariz, tem maior incidência de CBC.
Desenho esquemático da arquitetura da pele. A pele divide-se em epiderme (porção mais superficial) e derme (porção mais profunda). Na epiderme estão as células que originam os cânceres de pele mais comuns, o melanócito da origem ao melanoma e o queratinócito da origem ao carcinoma basocelular e espinocelular. Desenho esquemático da arquitetura da pele. A pele divide-se em epiderme (porção mais superficial) e derme (porção mais profunda). Na epiderme estão as células que originam os cânceres de pele mais comuns, o melanócito da origem ao melanoma e o queratinócito da origem ao carcinoma basocelular e espinocelular.

O carcinoma basocelular é um tumor maligno de excelente prognóstico que raramente espalha pelo corpo (metastiza). Já o carcinoma espinocelular pode metastizar, merecendo uma atenção maior. O câncer de pele não melanoma é mais comum em homens, e sua incidência aumenta com a idade. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado em geral levam a cura do tumor.
    O melanoma é um câncer originário dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. Os melanócitos ficam na parte superficial da pele, a epiderme, situados entre os queratinócitos da camada basal. A melanina que eles produzem serve de proteção contra a radiação ultravioleta. A melanina é a substância que da cor a pele, portanto, melanomas tendem a ser escuros. Melanomas são tumores agressivos que se não forem diagnosticados precocemente costumam metastizar e podem inclusive levar a óbito. O melhor tratamento para o melanoma é o diagnóstico precoce seguido de cirurgia.
    Existem outros cânceres de pele que são mais raros, como o dermatofibrosarcoma, tumores de anexo e o carcinoma de Merkel.

Como reconhecer um câncer de pele? (Sintomas do câncer de pele)

Infelizmente a maioria dos cânceres de pele não tem sintoma. Não coçam, não doem, não incomodam. Eventualmente podem sangrar, principalmente quando são maiores. O diagnóstico é feito pelo aspecto da lesão na pele. Abaixo estão algumas dicas de como reconhecer os principais tipos de câncer de pele. 

Como reconhecer um melanoma: 

O melanoma é geralmente uma lesão enegrecida, escura. Pode ser plana (somente mancha) ou formar nódulos ou feridas. Pode surgir de lesões pré existentes (pintas ou sinais). Toda lesão pré-existente que sofrer alguma alteração deve ser prontamente examinada por um médico dermatologista.  Existe uma regra mnemônica, a regra do ABCDE.
Assimetria: Os melanomas tendem a exibir uma assimetria de cores e forma.
Bordas: Os melanomas apresentam bordas irregulares, com final abrupto da pigmentação
Cores: Nos melanomas, predominam as cores escuras e/ou a presença de várias cores em uma mesma lesão (preto, marrom claro, marrom escuro, cinza-azulado, vermelho e branco).
Diâmetro: O crescimento rápido é uma das principais características do melanoma, o que leva a lesões de diâmetros maiores. Como regra diâmetros maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna.. Lembrando sempre que existem melanomas de diâmetro menor e quanto mais precoce o diagnóstico melhor.
Evolução: Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, relevo) em curto período de tempo (1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.
Dicas de como reconhecer um melanoma. Procurando outras [url=www.cancerdepele.net.br/melanoma]imagens de melanoma?[/url]Dicas de como reconhecer um melanoma. Procurando outras imagens de melanoma?

Como reconhecer um carcinoma basocelular:

O carcinoma basocelular é geralmente uma lesão avermelhada e brilhante, tendo um brilho perolado.Pode apresentar na sua superfície pequenos vasos de sangue conhecidos como teleangiectasias. É um tumor friável, com freqüência se ulcera, causando uma ferida que não cicatriza. Pode haver formas pigmentadas, que são escuras. Existem diversos tipos de carcinoma basocelulares e cada um tem características próprias. O carcinoma basocelular esclerodermiforme pode se parecer com uma cicatriz. Já o carcinoma basocelular superficial pode lembrar outras doenças de pele como alergias e até psoríase.
Dicas de como reconhecer um carcinoma espinocelular.  Gostaria de ver outras [url=www.cancerdepele.net.br/carcinoma-basocelular]imagens de carcinoma basocelular?[/url]Dicas de como reconhecer um carcinoma espinocelular. Gostaria de ver outras imagens de carcinoma basocelular?

Como reconhecer um carcinoma espinocelular: 

O carcinoma espinocelular é um tumor pouco característico, seu diagnóstico é mais difícil se comparado ao carcinoma basocelulae e ao melanoma. Pode acometer toda a pele e também as mucosas, sendo comum na boca. Em geral é uma lesão avermelhada, de crescimento rápido, associada a áreas ásperas e queratósicas (cascas amareladas/esbranquiçadas duras e ásperas). Pode ser também uma ferida que não cicatriza.
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Quais os fatores de risco para câncer de pele? 

O principal fator de risco no desenvolvimento de câncer de pele é a exposição à radiação ultravioleta do sol. O risco de câncer de pele em indivíduos brancos dobra a cada 8-10º de decréscimo de latitude, mostrando que quanto mais próximo do equador, maior a exposição solar, maior o risco de câncer de pele. A exposição solar crônica é o fator mais importante na gênese de um câncer de pele. O risco de desenvolver um carcinoma basocelular é 5 vezes maior aos 75 anos se comparado a um individuo de mesma cor de pele com 50 anos. Isto mostra a importância do efeito cumulativo da exposição à radiação solar. Contudo, a exposição aguda, as queimaduras solares que geram bolhas, também são fatores de risco no desenvolvimento de câncer de pele. Pessoas com história de queimaduras solares na infância têm um risco maior de desenvolver melanoma.
O câncer de pele pode surgir em qualquer tipo de pele, porém, é extremamente mais freqüente nos indivíduos de pele clara.

Câncer de pele é perigoso? 

Calcula-se que existam perto de três milhões de novos casos de câncer de pele a cada ano. A organização mundial de saúde estima que mais de 65 mil pessoas morrem todo ano por câncer de pele, sendo o melanoma o principal causador de mortes.

Câncer de pele tem cura? 


O câncer de pele é o câncer mais comum do ser humano e felizmente é curável se diagnosticado em uma fase inicial. O tratamento do câncer de pele depende do tipo de câncer. Basicamente o tratamento é cirúrgico.  Quando a cirurgia é feita em casos iniciais o resultado é excelente, além de cura, as cicatrizes são pequenas em alguns casos até imperceptíveis.

Prevenção ao câncer de pele: 

O uso de protetores solares apropriados ao tipo de pele do individuo é fundamental.O protetor solar deve ser usado em todas as partes do corpo expostas ao sol, sendo reaplicado a cada 3 horas. Não confie apenas no protetor solar! A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que todas as medidas de proteção sejam adotadas quando houver exposição ao sol: uso de chapéus, camisetas e protetores solares. Também deve ser evitada a exposição solar entre 10 e 16h (horário de verão). É importante ressaltar que as barracas usadas na praia sejam feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
    Nos indivíduos muito claros ou com história familiar de câncer de pele (principalmente melanoma), um exame de rotina por um médico especialista é recomendável. Este “check-up” pode ser feito anualmente ou semestralmente de acordo com a necessidade.

Autor: Dr. Gustavo Alonso Pereira

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